Os Pesticidas Estão Causando a Doença de Parkinson?

Robin Marantz Henig, Revista OnEarth
9 de junho de 2009
http://www.alternet.org/story/140673/

versión inglés

Essa historia apareceu inicialmente na revista OnEart .

Jackie Christensen tinha 32 anos quando seu corpo começou a traí-la. Ela havia acabado de retornar ao trabalho depois de dar a luz ao seu segundo filho e quando tentou digitar, dois dedos da mão esquerda se recusaram a cooperar. “Eles simplesmente não faziam o que eu queria no teclado,”, afirmou Christensen, que então – em 1998 – era co-diretora do programa de alimentos e saúde do Instituto para Agricultura e Política de Comercio, um centro de idéias Minneapolis. "Eu também apresentava o que freqüentemente e chamado de ombro congelado, com uma amplitude muito limitada de movimentos no meu braço esquerdo."

O primeiro neurologista que Christensen visitou, respondeu distraidamente a sua sugestão de que talvez tivesse esclerose múltipla, que ela havia se auto-diagnosticou, por ser relativamente jovem e pelo fato de que ser mulher. “Se você quer que eu escreva isso, eu escrevo,” ela se recorda de ele dizer, e recusou-se a fazer mais testes. Um segundo neurologista achou que tudo estava na sua cabeça, recomendando que visitasse um psiquiatra. Nos meses seguintes, os seus sintomas pioraram, e ela finalmente consultou o terceiro neurologista. O seu diagnostico foi estarrecedor: doença de Parkinson.

"Eu pensei, “Não ‘e possível eu ter Parkinson, eu não sou velha,”. Mas o tratamento experimental com o tratamento padrão, com a droga L-dopa, pareceu funcionar. Baseado na observação clinica, o diagnostico foi confirmado. Isso foi em 1998, e Christensen ainda não tinha feito 35 anos, desde então ela tem tomada L-dopa, com vários graus de sucesso.

Por que uma doença que normalmente afeta pessoas de sessenta ou setenta anos de idade, e homens mais que mulheres iria acometer essa jovem mãe vibrante? Christensen, uma ativista ambiental, suspeitou de uma causa ambiental – não somente pela sua inclinação política, mas também por que sabia que havia uma grande quantidade de material apontando nessa direção. Nos últimos anos, Christensen tem participado do movimento que explora a possível ligação entre a exposição a toxinas ambientais – em especial, os pesticidas organofosfatos – e a doença de Parkinson, através de seu trabalho com Colaborativo em Saúde e Meio Ambiente [CHE, em Inglês], uma rede nacional de advocacia e organizações cientificas. Ela e a co-fundadora do grupo de trabalho do CHE sobre a doença de Parkinson e o meio Ambiente.

Uma relação de causa-e-efeito entre as neurotoxinas ambientais e a doença de Parkinson e difícil de ser provada. Como em muitos outros esforços científicos para estabelecer as causas da doença através de estudos de população, provavelmente nunca haverá uma prova concreta que defina as coisas de uma vez por todas. Estudos de população podem detectar associações entre agentes suspeitos em doenças como o câncer, mas e difícil chegar a conclusões sobre as causas da doença, a partir de estudos que apenas registram correlações. No caso da doença de Parkinson e do meio ambiente, entretanto, o consenso sobre tal conexão tem escalado e se acelerou no ultimo ano.

Uma declaração consensual do CHE em janeiro de 2009, em parceira com a Rede de Ação contra Parkinson, um grupo de advocacia dos pacientes, concluiu que havia “evidencia sugestiva limitada sobre a associação” entre pesticidas e a doença de Parkinson e entre agricultura e atividades agrícolas e a doença de Parkinson. Apenas alguns meses depois seguido pela publicação Ameaças Ambiental para um Envelhecimento Saudável, um relatório de co-autoria da rede de Ciência e Saúde Ambiental, um consorcio de grupos de advocacia baseados em Ames, Iowa; incluindo um resumo de 31 estudos de população que haviam analisado a possível conexão entre a exposição a pesticidas e a doença de Parkinson. Vinte e quatro desses estudos, segundo o relatório, encontraram uma associação possível, e em 12 casos a associação foi estatisticamente significativa. Em alguns estudos, o grupo concluiu, havia um aumento em ate sete vezes do risco da doença de Parkinson em pessoas que sofreram exposição a pesticidas. Alem disso, em abril de 2009, cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) publicaram um estudo provocativo conectando a doença não somente a exposição ocupacional ao pesticida, mas também morando em casas, ou freqüentando escolas que estivessem próximas a áreas tratadas com pesticidas.
Considerados juntos, os mais de trinta anos de pesquisa apresentam uma conclusão persuasiva: a exposição a pesticidas e outras toxinas aumenta o risco da doença de Parkinson, e estamos apenas começando a entender a extensão do dano.
A doença de Parkinson e a segunda doença neuro-degenerativa mais comum (depois da Alzheimer) nos Estados Unidos, afetando entre 1 milhão e 1.5 milhões de americanos. A maior parte dos casos ocorre entre pessoas acima de 65 anos, e por volta de 60% destes são homens. A doença leva a tremores descontrolados, rigidez muscular, e a inabilidade de controlar os braços e as pernas quando se deseja. As pessoas com Parkinson apresentam um feição de mascara, e uma expressão impassível. Pode haver dificuldades na fala e desenvolvem um movimento descontrolado característico. As habilidades cognitivas normalmente não são afetadas, embora algumas funções como a memória e a capacidade de decisão possam ser afetadas, e diante do gradual e inevitável aumento das limitações físicas, as pessoas com Parkinson geralmente acabam deprimidas.
Devido ao fato de pode adquirir muitas formas, a doença de Parkinson e de difícil diagnostico. Varias desordens de movimento tem sido classificadas na categoria geral conhecida como semelhante a Parkinson, ou parkinsoniana. Os cientistas estão divididos se a doença de Parkinson e a síndrome estão relacionadas de maneira significativa, alem de simplesmente compartilharem alguns sintomas.
As duas condições talvez nem envolvam os mesmos defeitos no cérebro. A definição estrita da doença de Parkinson é a perda de células na substantia nigra, uma pequena estrutura na área basal da região do gânglio basal no meio do cérebro, (embora se saiba hoje que outras estruturas do cérebro estejam também envolvidas). A substantia nigra geralmente secreta o neurotransmissor dopamina, que esta envolvido em muitas funções do cérebro, inclusive o controle da atividade motora.
Geralmente o diagnostico da doença de Parkinson é feito da mesma maneira usada com a Christensen: por um teste de L-dopa, que libera dopamina no cérebro. Se funcionar, o problema deve ser Parkinson. É uma lógica circular, mas é tudo que os médicos tem. Ainda não há um exame de sangue definitivo ou scans do cérebro para fazer o diagnostico.
Ao tentar estabelecer os fatores de risco para Parkinson, uma das primeiras decisões que os pesquisadores devem tomar é sobre quais os casos a incluir em seus estudos epidemiológicos. Alguns estudos incluem todos os pacientes, os que apresentam síndrome de Parkinson bem como os que tenham sido definitivamente diagnosticados com Parkinson. Alguns pesquisadores limitam o seu objeto de estudo pessoas com doença de Parkinson e uma redução demonstrada de dopamina.

Um dos estudos mais restritivos é um pequeno sub-grupo do grande Estudo de Saúde Agrícola [AHS – em inglês], que se iniciou em 1993 e envolveu aproximadamente 90.000 indivíduos licenciados para aplicar pesticidas a plantações, bem como as suas famílias. O AHS, conduzido pelo Instituto Nacional do Câncer e o Instituto Nacional de Ciência da Saúde Ambiental com fundos da Agencia de Proteção Ambiental e o Instituto Nacional de Segurança ocupacional e Saúde, monitorou os trabalhadores para determinar o risco de desenvolverem câncer e outras doenças sérias.

Em 2002, os cientistas decidiram estudar um segmento desse grande banco de dados para acessar os riscos ambientais para Parkinson. Esse estudo-dentro-do-estudo, com o acrônimo FAME [em inglês] (Avaliação da Agricultura e do Movimento), comparava a exposição a pesticidas de 114 participantes AHS que tem doença de Parkinson, diagnosticada por dois especialistas da equipe, com exposição entre 384 casos de controle selecionados por sexo, e estado de residência (todos provem de Iowa ou Carolina do Norte). Um grupo de cientistas liderados por Caroline Tanner do Instituto de Parkinson de Sunnyvale, Califórnia, e Freya Kamel do Instituto Nacional de Ciência da Saúde Ambiental consideraram cinco possíveis fatores de risco nesses 498individuos: exposição a pesticidas; exposição a outras neurotoxinas; fatores do estilo de vida tais como dieta, fumo e uso de cafeína; a quantidade de melanina, ou pigmento, na pele; e variações genéticas especificas em especial aquelas em que o gene envolvido na produção de dopamina ou do metabolismo dos xenobióticos -- produtos químicos não-naturais tais como drogas e toxinas que são transportadas e desintoxicadas através de caminhos que os cientistas já entendem.

O estudo FAME, cujos resultados estão sendo preparados para serem publicados no ano que vem, concluíram que a exposição a pesticidas era um fator de risco significativo para a doença de Parkinson. O estudo relacionado do AHS concluiu que pessoas que tivessem expostas a pesticidas esporadicamente durante a vida tinham uma propensão 1.2 vezes maior de desenvolver Parkinson, do que as que não tinham tido exposição. Quando a exposição era pesada – o tipo de exposição vista em aplicadores de pesticida, ou em uma exposição única, mas maciça, como resultado de um vazamento – o risco aumentava para 2.3 vezes. Os pesticidas mais perigosos se revelaram os mais comumente usados na agricultura Norte-Americana, entre eles o Paraquat e o Trifluralin, ambos herbicidas usados para matar ervas daninhas de folhas largas em lavouras de alimentos (o uso do Paraquat esta restrito a usuários comercialmente licenciados nos Estados Unidos devido a sua toxicidade, mas continua sendo o segundo herbicida de maior uso no mundo, aplicado a mais de 50 variedades em mais de 120 países.)

Esses resultados foram parte de uma cascata de descobertas que apontam para uma ligação entre toxinas ambientais, especialmente os pesticidas, e a doença de Parkinson. Remontando aos anos 70, epidemiologistas notaram que a Parkinson tinha mais facilidade de ocorrer em pessoas que tivessem crescido no meio rural, especialmente entre aqueles que tinham vivido em propriedades rurais. Mas não tinham certeza quais aspectos da vida rural eram relevantes. Ter vivido próximo a animais? Ter bebido água de poço? Ter sido exposto a pesticidas? “Foi muito difícil encontrar uma explicação,” afirma Kamel.

Os pesticidas pareciam ser o vilão mais obvio. “Modelos de animais tem revelado que certos pesticidas podem causar mudanças parkinsonianas”, afirma Kamel, "e temos dados mecanísticos também" –em outras palavras, evidencias do processo biológico ao nível da interação entre as células do cérebro e os produtos químicos em pesticidas comuns – o que poderia explicar como a relação causa-e-efeito ocorre. “Até onde entendemos o mecanismo neurológico, que pode estar relacionado à doença de Parkinson," afirma Kamel, "parece que certos pesticidas específicos talvez tenham um papel nisso". “Apesar das incertezas que restam e os vazios de dados,” escreveram os autores do relatório de 2008 da rede De Saúde Ambiental e Ciência – Jill Stein, Ted Schettler, Ben Rohrer e Maria Valenti -- "as evidencias que conectam a exposição a pesticidas e a doença de Parkinson preenchem os critérios geralmente aceitos para o estabelecimento das causas.” Quando combinados com “amplos dados de laboratório de animais” especificando a biologia subjacente envolvida nessa relação, eles escreveram, “coletivamente, essa evidencia apóia a conclusão de que a exposição a pesticidas pode causar a doença de Parkinson em algumas pessoas."

Como em outros estudos de população, esse não tem como afirmar que para qualquer individuo, X definitivamente leva a Y – que a manifestação precoce da doença de Parkinson em Jackie Christensen, por exemplo, tenha sido causada pela sua exposição a pesticidas quando adolescente. Para a Christensen, entretanto, a conexão causal é clara. Ela cresceu na área rural de Minnesota, e passava os verões trabalhando em propriedades rurais locais. No inicio da adolescência, isso significava se envolver na pratica conhecida como “feijões andarilhos”. Uma caminhonete deixava um grupo de jovens, inclusive Christensen, no começo da plantação, e eles tinham que andar pelas fileiras de soja, aplicando o herbicida enquanto andavam. Depois Christensen e seus amigos andavam no “buggy de feijão” uma estrutura ligada a frente de um trator do qual eles iam pulverizando o herbicida Roundup, algumas vezes eles usavam a cor roxa par ver onde estava caindo, direcionando cuidadosamente na ervas e tentando evitar a soja. Em geral ela não vestia nada alem de um maiô e um boné de beisebol. “Eu ficava com um bronzeado ótimo naqueles verões,” ela conta na introdução de seu livro, O primeiro ano: A Doença de Parkinson; um Guia Essencial para os Recém Diagnosticados, “eu não tinha idéia, e nem me preocupava com o que eu estava me expondo, ou sobre quais poderiam ser os efeitos. Depois do primeiro ou segundo dias, eu já não sentia mais o cheiro do herbicida. Eu me recordo que quando eu voltava para casa, minha mãe me mandava imediatamente tomar banho dizendo que eu cheirava a produtos químicos."

Como uma jovem adulta, Christensen teve uma exposição única e maciça a produtos químicos, durante uma demonstração política que envolvia mergulhar no Rio Mississipi em St Louis. A saída de tratamento de resíduos líquidos tinha transformado a água num verde neon como o refrigerante Mountain Dew. Ela diz que ninguém sabia o que havia naquela água, mas como muitas das indústrias em St. Louis despejavam os seus resíduos líquidos no rio, ela diz que a mistura provavelmente incluía pesticidas organofosfatos, solventes de lavagem a seco, e outros componentes. “Após aquele protesto em uma hora eu tive dor de cabeça,” ela conta, “fiquei com náusea e me senti muito fatigada e preguiçosa por uma semana. Hoje eu sei que esses são sintomas comuns de envenenamento agudo por pesticidas. Na época eu não me preocupei com as causas. Eu tinha 25 anos e achava que era a prova de bala.”

Desde que o médico Inglês James Parkinson descobriu pela primeira vez “os tremores descontrolados” em 1817, a doença de Parkinson tem sido relacionada a uma variedade de possíveis causas ambientais, naturais e artificiais. Tem sido ligada, também, a fatores genéticos, que chegam até o começo do século XX, quando os primeiros casos de Parkinson foram identificados em algumas famílias desafortunadas. Aqueles que estudam a ligação entre Parkinson e o meio ambiente sugerem que seja provavelmente o resultado combinado entre uma predisposição genética a doença e a exposição perigosa a alguma forma de neurotoxina. Uma expressão favorita das pessoas desse ramo é que “a genética carrega a arma e o meio ambiente puxa o gatilho.”

Em 1950, os cientistas notaram que grande parte do povo Chamorro, que vive na Ilha de Guam no Pacifico, foram acometidos com uma síndrome que os deixava endurecidos e imóveis na meia idade. Parecia muito com a doença de Parkinson. O que tornou a situação tão fascinante (e nos deixou perplexos) foi que em alguns pacientes os sintomas eram muito semelhantes a outras duas doenças neuro-degenerativas -- a Alzheimer e a esclerose lateral amiotrófica (doença de Lou Gehrig). Após décadas de pesquisa, os cientistas descobriram que o vilão era um alimento da dieta básica local: um roedor conhecido como morcego das frutas. O morcego bebia o néctar da arvore cicad, da qual recebia uma dose concentrada de uma toxina do cérebro, o aminoácido betano-metilamino-L- alanine (BMAA). A estória foi contada em 2002, quando o jornal de Neurologia publicou um artigo sobre os morcegos de fruta e a sua “bio-magnificação” do BMAA. Essas descobertas ainda são matéria de debate, mas foram consistentes com a foto de acumulação: pelo menos alguns agentes do meio ambiente podem ser responsáveis, por pelo menos algumas formas de parkinsonismo.

Em 1982, seis jovens chegaram a um pronto socorro no norte da Califórnia incapazes de se mover, falar ou comer independentemente. Dessa vez o trabalho de investigação foi atingido muito mais rapidamente. Levou apenas algumas semanas para William Langston, o então neurologista do Centro Medico do Vale de Santa Clara em San Jose, para montar a historia. Os pacientes usavam heroína, e todos eles tinham usado uma heroína feita em fundo de garagem que havia sido contaminada com o componente químico 1-methyl-4-phenyl-1,2,3,6-tetrahidropiridina, ou MPTP. "Ao nível molecular, muito pouco separa um componente químico tóxico de um não danoso”, escreveram Langston e John Palfreman em seu livro, O caso dos Viciados Congelados. Mas essa pequena mudança química foi suficiente para a heroína desenhada uma das neurotoxinas mais potentes conhecidas , apagando virtualmente todas as células da substantia nigra, que produz dopamina. MPTP tem a estrutura molecular muito semelhante a do herbicida Paraquat. E os “viciados congelados” foram considerados com evidencia complementar de que a exposição a pesticidas e ao MPTP poderiam estar relacionadas ao mesmo tipo dramático de dano cerebral.

A tragédia dos viciados (que recuperaram alguma função com o tratamento L-dopa) tinha um halo prateado. MPTP tornou-se uma forma excelente de criar sintomas parkinsonianos em animais experimentais – um primeiro passo necessário na busca de cura.

Os cientistas também observaram esses sintomas em grupos de pessoas expostas a componentes não relacionados, tais como metais pesados. Um em particular, o manganês, foi implicado no estudo de 2006, dos residentes da cidade de fabricação de aço em Hamilton, Ontário, que apresentava um índice muito alto da doença de Parkinson. Pesquisadores atribuíram o fato ao conteúdo de manganês da poluição particulada do ar causada pelas emissões da fabrica. Descobriu-se que o manganês é um ingrediente usado amplamente no fungicida Maneb.

Mas pesticidas continuam sendo os vilões mais evidentes. Um estudo revelou que no cérebro das pessoas que morreram da doença de Parkinson, a substantia nigra tinha níveis mais elevados de Dieldrin (um pesticida organocloro que não é mais aprovado para uso nos Estados Unidos) e o lindane (um inseticida que ainda é usado ocasionalmente no tratamento de sarna e piolho), do que no cérebro das pessoas que haviam morrido por outras causas. Estudos de laboratório também oferecem pistas importantes na relação entre pesticidas e danos cerebrais. Quando as células do cérebro humano são desenvolvidas em cultura e expostas a uma variedade de produtos químicos, vários pesticidas amplamente usados – em especial, o Paraquat e o Rotenone, um pesticida natural aprovado para uso em alimentos orgânicos – demonstraram que causam um aumento nos níveis de alfa-sinucleína, uma proteína na substantia nigra, semelhante aos níveis que são vistos na doença de Parkinson.

Robin Marantz Henig e um escritor que contribui para a revista New York Times. Ela recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim em 2009, e é autora de oito livros sobre ciência, inclusive O Monge no (Houghton Mifflin), um finalista para o Premio Nacional do Círculo de Críticos de Livro.

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